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terça-feira, 05 de julho de 2022

A vida é um sopro

Nunca se ouviu tanto essa frase como na última semana. A morte precoce da cantora Marilia Mendonça, aos 26 anos, depois que a aeronave em que ela estava caiu na zona rural no município de Piedade de Caratinga, no interior de Minas Gerais, comoveu o país inteiro.

A voz de Marília calou-se na tarde de sexta-feira (05), mas suas músicas pra sempre estarão vivas nos corações dos apaixonados por sertanejo, gênero que ela revolucionou e abriu caminho pra tantas outras cantoras, em um espaço que era ocupado preferencialmente por homens.

Todos choraram a morte de Marília e das outras quatro pessoas que estavam com ela na aeronave. Marília era filha, era mãe do pequeno Léo, era a Rainha da Sofrência. Arrastava consigo uma multidão de pessoas por onde quer que passava.

Marília deixa um país órfão. Deixa brasileiros que choram neste momento, como se perdessem alguém de sua família. Marília era da família de muitas pessoas. Ela entrava nos lares e trazia alegria e reflexão através de suas músicas. Agora o que ecoa é o grito que muitos têm entalado na garganta.

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Marília se foi nos mostrando o quanto a vida é breve. O quanto ela é rara. O quanto a vida é realmente um sopro. Será que Marília se despediu como queria da sua mãe? Será que deu um beijo afetuoso em seu filho? Será que falou o quanto amava seus amigos e fãs? É impossível saber.

“Até Deus duvida e chora lá de cima.. Era só uma menina”… Marília era só uma menina. Uma menina que deixou sonhos, desejos e que tinha uma vida inteira de sucesso pela frente. Sucesso esse que foi interrompido por um acidente.

Ainda é difícil de entender e aceitar. Marília permanece viva nos noticiários de televisão, nas ondas do rádio que insistentemente tocam suas músicas, na pele dos fãs que como homenagem, tatuam seu rosto e suas letras.

A menina que desde os 12 anos compunha, se foi deixando um buraco que dificilmente será preenchido. Marília nos ensina a dar valor às pequenas coisas. Àquilo que nem todo dinheiro do mundo pode comprar. Marília, ninguém nunca vai ocupar o seu lugar!

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