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terça-feira, 05 de julho de 2022

PEDAL “ASSISTIDO”

Países europeus, como Holanda e Bélgica, são as referências mundiais quando se fala em adoção da bicicleta como meio de transporte diário. Porém, vamos combinar? Quando o trajeto é 100% plano, como é nestes lugares, fica fácil!

Um dos grandes obstáculos para a adoção da bicicleta como meio de transporte é a dificuldade física imposta pelo relevo de nossa região. O “sobe-desce” sem parar. Inclusive com alguns pontos com bastante inclinação!

Para superar esta barreira está se popularizando uma alternativa. As bicicletas elétricas, conhecidas como “e-bikes”, ou de “pedal assistido”. O “assistido” neste caso não é de “assistir”, mas sim de “assistência”, pois ao contrário do que se pode pensar, elas devem ser pedaladas sim, e não devem ser confundidas com veículos automotores elétricos.

A legislação brasileira classifica como bicicletas elétricas os modelos de pedal assistido, sem acelerador e com auxílio do motor até 25km/h. Com isso, a força do motor vai ser interrompida quando você atingir essa velocidade. Seu objetivo é acelerar? Então vai ter que suar e fazer a mesma força da bicicleta tradicional.

Não ser classificada como um veículo motorizado e sim como uma bicicleta tem muitas vantagens. Além de poder trafegar em ciclovias, parques e outros locais para bikes, não é preciso fazer nenhum registro, licenciamento ou ter um documento de habilitação. Mais prático e barato.

Bicicleta elétrica é para gente preguiçosa? A resposta é NÃO! É óbvio que com a bicicleta elétrica o esforço para pedalar diminui consideravelmente. Porém, tem mais pontos para se considerar aqui. Se você nunca andou em uma bicicleta elétrica pode achar que é só girar o acelerador e pronto! Mas já deu para perceber que é bem diferente, certo? Com a e-bike é preciso pedalar, porque elas não possuem acelerador, apenas o motor acionado pelo pedal, que é quem te dará um suporte e aquele impulso bacana para o seu trajeto ser mais leve. Se você quiser andar como bike comum, basta desligar o motor.

A autonomia da bateria pode ser de 30 km a até 120 km e está ligada a dois fatores: a potência dela e o modo como você utiliza o pedal assistido e o acelerador, A bateria pode ser carregada em uma tomada comum, de 110V ou 220V. Para ter carga cheia, são necessárias seis horas.

Seja para fugir do trânsito, não depender do transporte público, economizar, poluir menos ou em busca de mais qualidade de vida. Não importa o motivo, cada vez mais pessoas escolhem as bicicletas elétricas para se locomover nas cidades, sem ter que empurrar naquela subida chata, ou mesmo para acompanhar aquele grupo do pedal mais rápido, e percorrer trajetos mais audaciosos, ainda que não tenha ótimo preparo físico.

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