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Soledade
quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Com pandemia, número de mortes em Soledade tem aumento de 59,82%

O Estado do Rio Grande do Sul registrou um aumento de mais de 25% em óbitos durante os anos de 2019, 2020 e 2021. Evidentemente, a elevação dos números se dá em virtude da pandemia de coronavírus.  

Em Soledade, o cenário não foi diferente, e nos últimos anos, o número de mortes aumentou consideravelmente. Conforme o Cartório de Registro Civil Joana Malheiros, em 2019, o município registrou 224 óbitos. Já em 2020, registrou 243. E em 2021, o registro foi de 358 óbitos, ou seja, um aumento de 59,82%.

Joana Malheiros

Para Joana, a pandemia refletiu consideravelmente no crescimento exponencial do quantitativo de óbitos registrados no Cartório de Registro Civil. “Este Serviço Registral é local onde ficam registrados todos atos jurídicos referentes a pessoa natural e, o óbito sendo um ato jurídico está inscrito nos livros do Cartório. Se fizermos uma comparação com os anos anteriores, poderemos ver um crescimento bastante acentuado no número de óbitos, o que reflete justamente o estado pandêmico que estamos passando”, destacou ela frisando que a causa dos óbitos, em sua grande maioria, são relacionadas ao covid e/ou doenças oriundas do vírus.

Malheiros também ressalta que o Cartório de Registro Civil está disponível a todas pessoas que quiserem acompanhar os dados, ou tirar suas dúvidas, sobre registro de óbito, tendo em vista que a atividade é pública, refletindo a realidade experimentada neste momento. “O Cartório é público, e um dos atributos da atividade registral além da segurança jurídica, eficácia e autenticidade é a publicidade. Ao lavrarmos um registro de óbito nós registradores nos atemos aos dados e informações constantes da declaração de óbito, firmada por um médico, cujo documento traz em seu conteúdo a causa da morte, a identificação da pessoa, dentre outros essenciais à lavratura do respectivo registro. São dados transcritos nos registros de óbito e ficarão nos livros do Cartório à disposição de quem quiser consultar”, pontuou.

Tendo em vista a grande gama de desinformação que circula atualmente, principalmente nas redes sociais, cabe à população filtrar os conteúdos recebidos, compartilhados e publicados, uma vez que existem meios de comunicação e órgãos confiáveis para buscar determinadas informações.

Gerente de Assistência do Hospital Frei Clemente, Fisioterapeuta e Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Diego Vidaletti

Vacina mostra resultados na redução de óbitos

 O Gerente de Assistência do Hospital Frei Clemente, Fisioterapeuta e Especialista em Fisioterapia Cardiorrespiratória, Diego Vidaletti, ressalta que o coronavírus é mais uma doença que vai acometer, dentro de todas as outras que virão a fazer parte da vida cotidiana das pessoas. “Mas com toda a tecnologia que se tem produzindo vacinas, a gente acredita ainda mais que cada vez esse vírus será menos letal, porém não menos contagioso. Isso, devido a repercussão que se teve da pandemia e pelo alto grau de transmissibilidade, sabendo que o isolamento agora se reduziu muito”.

Com mestrado pelo Instituto de Cardiologia e Ciências da Saúde, Diego fez um levantamento estatístico do ano de 2021 e 2022 a respeito dos casos de coronavírus com e sem vacina. “O levantamento mostra que temos 15x menos internações hospitalares, porém o atendimento médico continuará, e o pós-covid também, porque o vírus não atinge apenas o pulmão, mas o corpo todo, principalmente a parte muscular”.

Ele afirma que o município e o estado possuem uma média de vacinação acima da média nacional. “Eu não vejo que a população não acredite em vacina, porque 92% de vacinação é um número alto, mas sabemos que tem aquelas pessoas que por não estarem acometidas, acabam deixando para depois a vacina. Os números de contaminados irão aumentar, principalmente porque as pessoas com sintomas fazem o teste, mas acredito que tenhamos muito mais contaminação por ter casos assintomáticos e por ainda termos pessoas que não testam”.

Vidaletti também lembra que informação vem com formação, e ressalta a importância de filtrar conteúdos recebidos, enviados e compartilhados. “Ainda temos informações sem filtro, e temos “especialistas” ou nem especialistas, onde muito além deles, temos as pessoas leigas que emitem as suas opiniões, e cabe a cada um escolher o que fazer. Não há julgamento aqui, mas as pessoas tem o livre arbítrio para escolher se vacinar ou não, e geralmente, repercutem notícias positivas ou negativas”.

E continuou: “Acreditamos que a vacina é o caminho para que tenhamos ainda mais qualidade de vida, mas lembrando que o coronavírus não é só o coronavírus, ele atinge um sistema todo, e a nossa saúde influencia na vida do próximo, por isso de uma repercussão tão grande, onde eu preciso me afastar ou abrir mão da minha liberdade para proteger ou salvar o outro”.

Por fim, Diego pontuou que o coronavírus é e foi uma pandemia que atingiu todos os sistemas, econômicos, de saúde e também sociais. “A vacina é o caminho, os dados municipais, estaduais e federais nos mostram essa redução, e consequentemente, a pessoa que é exposta ao vírus acaba tendo uma imunidade maior, e associada a vacina se tem uma proteção maior da condição de uma gripe, que traz outros vírus, então temos mais um tipo de doença respiratória, além de todos os outros”.

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