Entrevista

Felipe Borba da Silva


O processo de desenvolvimento humano, que utiliza várias ciências e técnicas para auxiliar as pessoas e empresas no alcance de metas é um campo que vem crescendo bastante. O soledadense Felipe Borba da Silva, filho de Jussara de Borba da Silva e João Tonezer da Silva se destaca fora da cidade utilizando essa técnica. Confira a entrevista que ele concedeu à equipe do Jornal Informativo Regional.


Jornal Informativo Regional - Como você denomina sua profissão?

Felipe Borba da Silva – Neurotrainer. Consiste em uma reprogramação comportamental, através de diversas técnicas de Neurociência, Liderança, Inteligência Emocional, Gestão de Tempo, Relacionamento Interpessoal, Autoconhecimento, Educação Financeira, Negociação e Comunicação. Tudo isso aliado a um método de epistemologia cientificamente comprovado, estimulando a criação de novos caminhos neurais, hábitos e atitudes que impulsionam as pessoas seja na vida pessoal, carreira ou empresa a alcançarem resultados extraordinários de forma rápida e consistente.


Jornal I R - Em que momento você percebeu que se identificava com esse trabalho?

Felipe Borba da Silva - Eu trabalhei aproximadamente 10 anos na parte comercial de empresas, dois anos em distribuidora e quase oito no ramo de telecomunicação, onde grande parte das recargas pré-pagas de celular do Norte do estado passava por mim. A busca e o incentivo pelo desenvolvimento pessoal, novas técnicas de vendas e formas de se relacionar eram muito constante pela exigência do meio. Isso foi despertando em mim a vontade de cada vez aprender mais sobre o assunto até voltar toda a minha atenção para atuar nesse nicho de mercado que até então era pouco explorado. Desde os 19 anos, eu estudo de forma ininterrupta a área de desenvolvimento pessoal e posterior empresarial. Me graduei em Recursos Humanos, então reforcei ainda mais os laços com a área e acabei fazendo pós graduação, estudando com grandes mentores no Brasil e no exterior.


Jornal I R - Você tem ideia de quantas empresas e pessoas você modificou perante seu treinamento?

Felipe Borba da Silva - Todas as semanas ministro palestras e treinamentos em empresas, além disso, o treinamento “Escola do Sucesso”, criado em 2014, chega a marca de 70 turmas e mais de dois mil alunos espalhadas por diversos lugares do Brasil. Recentemente, lancei outro treinamento de alto impacto chamado “Vencedores” e já é um sucesso. São milhares de vidas transformadas e agora criamos a série de mil depoimentos de nossos alunos. É muito gratificante todos os dias a gratidão e o reconhecimento das pessoas pela transformação em suas vidas e carreira. Elaboramos 900 depoimentos escritos e 100 em vídeos de nossos alunos falando sobre a transformação.


Jornal I R - Você atinge emocionalmente as pessoas. Como é o seu preparo pessoal?

Felipe Borba da Silva - Mesmo sendo autodidata em desenvolvimento humano, a busca por aprendizagem fora é constante. Faço em média três cursos por ano de altíssimo nível para aperfeiçoamento na área. Tenho no meu cronograma de 2 a 3 horas por dia para estudos aprofundados e leio em torno de 15 livros ao ano. Todo conteúdo aprendido e estudado aplico de forma prática em minha vida, carreira e nos treinamentos. Mantenho também contato direto com os grandes mentores do meu ramo. Além disso, a preparação física e mental é essencial. Possuo equipe multidisciplinar que cuidam da parte nutricional, atividade física, área médica e mentoria mental.


Jornal I R - No seu nicho de mercado, qual a importância de se reinventar? E o que as empresas em geral devem fazer?

Felipe Borba da Silva - Você precisa criar reputação de agilidade e excelência no mercado de trabalho. No último ano, remodelei 100% dos meus treinamentos. A capacidade de inovação constante é essencial. Eu ouço muito as pessoas dizer que temos que seguir tendência, mas seguir consiste em estar sempre atrás. A pessoa tem que ser líder e não seguidor. Temos que inventar e criar tendências. Em 2013 fiz formação em coaching. Honro, respeito e sempre indico, mas desde 2016 não atuo como coach e não uso quase mais nada das práticas, pois o mercado vem avançando muito rápido e acabei estudando estruturadamente comportamento humano. Criei meus próprios métodos, abordagens e treinamentos. Precisamos nos reinventar e treinar pessoas (da liderança a produção) e a empresa que não tiver essa capacidade será engolida pelo mercado. Entenda que o fator humano não é apenas importante, é a base de tudo.