Entrevista

Helen Scorsatto Ortiz


Ser professora e historiadora ao mesmo tempo é algo interessante. Lecionar é um dom, assim como escrever sobre história. Para ambos, além da motivação é preciso ter paciência. Para Helen Scorsatto Ortiz, filha de Helio Ortiz e Elizette Scorsatto Ortiz, essa tarefa ela tira de letra. Confira a entrevista que ela concedeu ao Jornal Informativo Regional. 


Por Carolina Grotto

 

Jornal Informativo Regional - Por que você escolheu essa área?

Helen Scorsatto Ortiz - Ser professora sempre esteve no meu horizonte, desde criança. Creio que muito por influência da trajetória de minha mãe, também docente e de outros mestres especiais com quem tive oportunidade de aprender. De forma geral, a paixão pela História se deu pela curiosidade de entender melhor o mundo e a ação humana, como e por que as sociedades se organizam de determinada forma, ao longo do tempo. 


Jornal I R - Quantos livros você tem escrito e qual considera o mais importante?

Helen Scorsatto Ortiz - Destaco dois de meus trabalhos, frutos de minhas pesquisas de mestrado e doutorado, respectivamente: "O banquete dos ausentes: A Lei de Terras e a formação do latifúndio no norte do Rio Grande do Sul (1850-1889)" e "Costumes e conflitos: a luta pela terra no norte do Rio Grande do Sul (Soledade 1857-1927)". O primeiro deles já foi publicado e ambos estão disponíveis para leitura na internet. 


Jornal I R - Você possui mais projetos para Soledade?

Helen Scorsatto Ortiz - Meus projetos profissionais estão sempre ligados à educação, à história e à cultura e é sempre um prazer estender algumas ações a Soledade, como venho fazendo há alguns anos. Tenho pretensão de publicar minha tese de doutorado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em História da PUCRS e que versou sobre parte e temática importantes da história do município. 

 

Jornal I R - O que te inspira a escrever?

Helen Scorsatto Ortiz - A inspiração vem da curiosidade pelos fatos/objetos das minhas inquietações a respeito de acontecimentos cotidianos, da minha necessidade de expressar emoções, da leitura de autores que gosto e admiro e da vontade de compartilhar descobertas, análises e reflexões, de socializar o conhecimento.