Reportagem Especial

Adote uma criança do Lar!

Participe do programa de apadrinhamento

Por Caroline Moraes

Diversas crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual infantil já passaram pelo Abrigo Municipal Alexandre Rauber Ortiz. Segundo a diretora do Lar, Silvia Mara da Silva Campos, o ambiente conta com 10 profissionais, sendo 8 monitoras, 1 coordenadora e 1 psicóloga que atende 2x por semana às 18 crianças, sendo 2 delas bebês. Todos estudam na EMEF Santo Antônio, com transporte escolar, e cumprem tarefas para lhes prepararem para a vida como arrumar suas próprias camas, organizar seus itens, lavar louça, secá-la, varrer entre outras, conforme ela.

“E, também, andam de bicicleta, assistem filmes, jogam vídeo game, participam de oficinas etc. O Município auxilia muito. Mas por mais complicado que seja a vida deles fora do lar eles desejam estar com os pais. Geralmente, eles chegam com a autoestima muito baixa devido a isso e sentem saudade de suas famílias. Agradamos e damos carinho, mas uma família estruturada deve ser a primeira instituição social com grande influência” disse.

De acordo com o presidente do Conselho Tutelar, Vinícius Carvalho, existe um programa de apadrinhamento para as crianças, pré-adolescentes e adolescentes que se encontram abrigados no Lar. “Este programa consiste em casais que não podem ter filhos e que querem passar a ter o direito de visitar as crianças abrigadas aos finais de semana. Para isso, estes casais devem cadastrar-se na Assistência Social junto à Prefeitura Municipal de Soledade” disse o profissional.

Com o tempo, eles podem conquistar a guarda provisória no juizado de menores e, mais tarde a definitiva adoção. Estão disponíveis para adoção somente aqueles em que os pais e/ou responsáveis foram destituídos totalmente do poder de guarda” pontuou. Segundo ele, em alguns casos há crianças que ficam em lares transitórios e um abrigado que mais permaneceu no Lar, ficou lá quase uma década, 8 anos sem ser adotado.