Rural

Manejo é foco da parcela sobre fruticultura

Por Assessoria de Imprensa

No pequeno pomar com as principais frutíferas cultivadas no RS como citros, figueira, maracujazeiro, pessegueiro e bananeira, no Espaço Casa da Emater na Expoagro Afubra, em Rio Pardo, extensionistas rurais esclarecem dúvidas pontuais dos visitantes e fazem explanações sobre o manejo básico destas frutíferas, como plantio, condução, poda, tratamento de pragas e doenças e polinização.

Segundo o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Wagner Soares, o principal questionamento do público é sobre mosca-das-frutas nos citros. “Os visitantes buscam bastante orientações sobre o controle e manejo da mosca, que é a principal praga que ataca não só os citros, mas as frutíferas em geral. Essa é a grande preocupação. E a gente tem algumas alternativas de manejo, desde a poda, até tratar de restos culturais e alguns produtos que a gente pode utilizar no pomar”, explica. Ainda de acordo com o agrônomo, apesar de grande parte da procura ser por informações para a produção voltada para o consumo doméstico, já se nota que há muitos agricultores da região que estão querendo avançar na atividade, enxergando-a como uma alternativa de diversificação, renda e acesso a mercados como o da merenda escolar, Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e cooperativas.

O fotógrafo Gerson Zimmerman, de Vale Real, conta que cultiva várias frutíferas na sua casa e na da mãe para consumo da família. Conversando com extensionistas, ele saiu com soluções para alguns problemas no cultivo do maracujazeiro, como o ataque de lagarta e grandes variações na produção de um ano para outro. “São pequenos probleminhas, mas que às vezes a gente não tem tempo, não vai atrás pra pesquisar”, disse Zimmerman, que estava visitando a feira com uma excursão organizada pela Emater/RS-Ascar.

Além do manejo das frutíferas, os extensionistas também estão apresentando o sistema agroflorestal, que consorcia árvores nativas com o cultivo de frutíferas, e busca proporcionar um microclima mais favorável ao desenvolvimento de algumas culturas, como por exemplo, citros e bananeira, contribuindo para a redução de pragas e doenças, além de proporcionar outra fonte de renda ao agricultor. No local, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente também está explicando sobre a legalização, que tem que ser buscada antes da implantação do sistema. “O produtor fazendo um sistema agroflorestal certificado pela Secretaria e com acompanhamento de um técnico da Emater/RS-Ascar, poderá, ao longo dos anos, ter uma receita da venda da madeira das árvores nativas, porque ele vai poder fazer o manejo, desbaste e corte desta área” conclui Soares.