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Equipe técnica da Coagrisol mantém atenção permanente devido a casos de raiva herbívora

Por Assessoria de Imprensa

Após a oficialização da existência de casos de raiva herbívora em animais de propriedades localizadas em Soledade, a Coagrisol continua prestando apoio técnico aos produtores integrados à Cooperativa. A confirmação oficial foi divulgada nesta quarta-feira, 03/04, através do Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor, ligado ao Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR).

Os casos são acompanhados desde os primeiros registros, sendo que foram atestados inicialmente pela equipe técnica da Coagrisol, que em seguida contatou equipe do Laboratório de Patologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) para realizar a necropsia nos animais que foi feita, constatando a raiva. O encaminhamento posterior foi feito junto aos órgãos oficiais para a devida confirmação laboratorial.

O médico veterinário da Coagrisol Bolívar Camargo, orienta os produtores a ficarem atentos nos sintomas que os animais infectados podem apresentar, tais como perda motora especialmente nos membros posteriores; salivação; alteração comportamental; agressividade, entre outros. “Estamos em integral disposição para atender nossos cooperados e levar a eles as orientações e diagnósticos necessários, embora estejamos na torcida para que não sejam detectados mais casos, afinal esta é uma doença letal” informa o profissional.

Camargo ainda lembra que o único método de prevenção é a vacina. Neste contexto, todas as agropecuárias da Coagrisol dispõem do produto, que tem aplicação de método subcutâneo em bovinos e ovinos e método intramuscular em suínos e equinos. Após a primeira dose, deve ser feita uma segunda aplicação em 21 ou 30 dias. “ Também é de fundamental importância lembrar que ao mexer com animais suspeitos de terem contraído a doença, as pessoas devem usar equipamento de proteção individual (EPI), especialmente a luva.

A equipe técnica da Coagrisol está em alerta permanente e a disposição dos cooperados. O atendimento para visitas ou orientações pode ser solicitado junto as agropecuárias da Cooperativa ou ainda pelo telefone 54 3381 4600. “Queremos que nosso produtor tenha a tranquilidade de saber que ele não está sozinho, e por isso é importante que ele nos contate a fim de estancarmos o mais breve possível este grave problema” afirma o médico,

Informações importantes

CUIDADO COM PEQUENOS ANIMAIS

Referindo-se a animais domésticos como cães e gatos, o médico veterinário lembra que o principal cuidado a ser tomado, é evitar que estes tenham contato ou se alimentem das vísceras, cérebro ou medula do animal ou equino suspeito.

CUIDADO COM NINHOS DE MORCEGOS

O morcego transmissor da raiva, é o Desmodus rotundus, o conhecido morcego vampiro. Neste sentido, caso sejam encontrados ninhos do animal, é desaconselhável que se tente matar ou espantar os animais, pois este procedimento pode fazer com que os morcegos migrem para outros pontos e assim contaminem mais animais.

CUIDADO COM AS PESSOAS

Pessoas mordidas e/ou arranhadas por morcegos, cães, gatos, ou outros animais suspeitos de raiva devem procurar ajuda médica junto à secretaria de saúde.

SOBRE A RAIVA

A raiva é uma zoonose causada pelo vírus RNA, envelopado, da família Rhabdoviridae e do gênero Lyssavirus. No Brasil a raiva é transmitida principalmente pelo morcego hematófago Desmodus rotundus, conhecido como morcego vampiro. A transmissão da doença está fortemente associada à abundância de morcegos, a concentração de bovinos, a redução do habitat do morcego hematófago e alterações climáticas e ambientais que podem causar mudanças nas movimentações dos morcegos na busca por abrigo, alimento e fontes de água. A raiva tinge o sistema nervoso de bois, cabritos, porcos, cavalos, ovelhas, gatos e cães. No bovino, a forma mais comum é a paralítica, porém, pode ocorrer a forma furiosa.

O primeiro sintoma é o afastamento do animal do resto do rebanho seguido de coceira na região mordida, perturbação dos sentidos, tristeza, indiferença, baba espumante e viscosa com sinais que sugerem engasgo, movimentos desordenados da cabeça, manifestação de tremores musculares e ranger de dentes, movimentos de pedalagem dos posteriores e anteriores. Na maioria dos casos a doença causa a morte do animal entre o terceiro e o sexto dia após o início dos sintomas.