Notícias

Audiência sobre Reforma da Previdência ocorre no Município

Por Informativo Regional

Aconteceu na noite desta quinta-feira, 11/4, na Câmara Municipal de Vereadores de Soledade, uma audiência pública acerca de um assunto que tem gerado polêmica, a reforma da previdência. Nela, por convite do vereador José Elton de Moraes, Elvino Bohn Gass, Deputado Federal do PT (Partido dos Trabalhadores), do RS, que é membro da comissão mista da reforma da previdência esteve explanando sobre o assunto.

Para ele, os trabalhadores rurais serão os mais prejudicados caso ocorra a aprovação do projeto. “A situação das mulheres é ainda pior do que a dos homens, ao aumentar a exigência de idade mínima para aposentadoria das mulheres rurais de 55 para 60 anos, mostra desprezo à jornada dupla ou tripla, da agricultora familiar. Quem trabalha na agricultura perde muito com a reforma da previdência do Presidente Bolsonaro (PSL – Partido Social Liberal)” disse.

De acordo com Bohn Gass, o ataque se estende quando a reforma tenta substituir a exigência atual, de tempo mínimo de atividade, por uma ajuda de 20 anos. “Muita gente do campo trabalha pesado, por anos, mas sem registro formal. Compreendendo essa realidade, a Previdência considera justo, para a aposentadoria, que haja comprovação desse trabalho por no mínimo15 anos. Mas a reforma de presidente desconsidera tudo isso e exige 20 anos de contribuição. Se já é difícil comprovar a atividade porque ela se dá, muitas vezes, de forma não regulamentada, querer que se comprove contribuição, e por um tempo ainda maior, significa excluir grande parte dos nossos colonos de qualquer benefício” ressaltou.

Ele avaliou ainda que, na prática, a reforma acaba com a condição de segurado especial da Previdência dos agricultores. “Depois de muita luta para mostrar aos poderes constituídos que o homem e a mulher do campo, apesar de trabalharem muito, não tinham qualquer direito, e que sua atividade estava condicionada ao clima, conquistamos a condição de segurado especial da Previdência. Significa que essas pessoas contribuem a partir do que produzem. Mas Bolsonaro quer obrigá-los a contribuir mesmo que não produzam. E se houver uma seca, ou enchente? De onde os trabalhadores vão tirar dinheiro para pagar o INSS?” interrogou o deputado.

Findando, Bohn Gass vê outros dois pontos negativos na reforma: o que calcula aposentadoria por invalidez a partir do tempo de contribuição e a redução no valor das pensões por morte.

“Nada, nessa reforma beneficia o valoroso povo do campo que, além de tudo, tem uma expectativa de vida menor do que a o trabalhador urbano. É mais uma prova de que o governo Bolsonaro veio para terminar com a agricultura familiar”, criticou o petista.