Reportagem Especial

Mulheres advogadas protagonizam

Por Keilly Camargo

Em comemoração ao Dia do Advogado, lembrado em 11 de agosto, não poderíamos deixar de destacar o admirável trabalho das advogadas que atuam em prol das mulheres na sociedade soledadense. A Comissão da Mulher Advogada da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Soledade é composta pelas advogadas, Felipa Ferronato dos Santos, Jeana Cainelli, Julia Pinto Loureiro, Pauline Isopo e Thaiane Vincenzi.

Este comitê de profissionais possui grande importância, pois aborda o trabalho na comunidade, com o comprometimento em prestar esclarecimentos às mulheres que sofrem qualquer tipo de violência, além de lutarem pela igualdade de gênero.

A advogada e presidente da Comissão, Felipa Ferronato dos Santos, falou que o grupo atua tanto na cidade quando no interior do Município. “Nosso trabalho é voltado em defender os direitos da mulher, não só dentro da classe, mas, sim, na comunidade como um todo. Assim, trabalhamos levando informações e esclarecimentos, com palestras nas escolas e demais grupos organizados. Ou seja, onde tiver associações que queiram nos ouvir sobre a violência, igualdade de gênero, feminismo, pensões alimentícias, Lei Maria da Penha, separação, divórcio, entre outros, estaremos à disposição para explicações jurídicas”, mencionou a advogada.

“O senso comum acredita que a violência contra mulher é somente a física, mas não, as mulheres sofrem no âmbito familiar muita violência psicológica, moral, sexual e patrimonial. Visando isso, nós conseguimos clarear esses fatos nas vidas das pessoas, mostrando que existem outros tipos de violências e, que todos devem ser combatidos”, disse.

“Tendo isso em vista, sempre deixamos a nossa disposição para a comunidade, embora não podemos prestar atendimentos jurídico gratuito a uma vítima, porém podemos esclarecer dúvidas a um grande grupo, realizando um trabalho de conscientização a todos”, expôs Felipa.

Ela informou, ainda, que este trabalho não é direcionado somente a mulher vítima, mas sim a todas as pessoas. “Inclusive aos meninos e meninas que, muitas vezes, crescem em um ambiente violento e acabam achando que aquele tratamento irrascível com uma mulher é algo normal. Portanto, nossa conversa é com toda a sociedade, uma vez que somente através da conscientização, diálogo e educação vamos conseguir diminuir os números de violência contra a mulher”, ratificou a presidente.

“Todavia, se continuarmos entendendo que a mulher é inferior e, que o homem é superior, sem combater este tipo de atitude, essa desigualdade só vai crescer e vamos viver sempre num ambiente muito desarmônico. Por isso, precisamos falar muito sobre igualdade de gênero e violência, para que as crianças sejam criadas de uma forma mais igualitária, com direitos, responsabilidades e oportunidades iguais, a fim de que quando adultos tornem-se homens e mulheres com relações menos conflituosas”, opinou.

Para finalizar, Felipa acrescentou que a Comissão está intermediando uma conversa com o objetivo da formação de uma rede de proteção à mulher, algo que ainda não se tem em Soledade. “Aquela mulher que registra a ocorrência policial, deveria receber um atendimento psicológico e social. O agressor também deveria receber este atendimento. Sendo um acompanhamento para que efetivamente a situação de violência entre os envolvidos seja cessada, visto que muitas vezes, o fato é registrado, mas não existe o encaminhamento, acabando que a vítima fique desamparada e a situação permaneça”, pontuou Ferronato.