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CPERS continua protestando

Luta pela educação prossegue

Por Caroline Moraes

"É o pior momento da educação na história"


Na terça-feira, 20/8, Soledade recebeu, novamente, a visita de uma comitiva do CPERS de Porto Alegre, na sede do 28º núcleo do Sindicato. O objetivo foi realizar nova assembleia regional, no Salão Decolores, para elencar 30 representantes regionais para comparecerem, pessoalmente, no Congresso, em Bento Gonçalves/RS que ocorrerá no mês que vem, nos dias 6 a 8/9.

Segundo a secretária Geral do CPERS da capital gaúcha, Cândida Beatriz Rosseto, esse é o pior momento da história da educação que já se vivenciou na história. “Vivemos um momento que necessita da união das pessoas em apoio às escolas públicas, em favor da classe de baixa renda, mais do que nunca”, pronunciou.

“O Governo Eduardo Leite, em campanha, afirmou que o problema do RS era a má gestão, porém com mais de 40 votos aliados a ele pela sua base na Assembleia Legislativa, dando aval a sua política, não há dificuldade em agir em prol do bem da educação, e, sim, questão de escolhas prioritárias”, garantiu a mobilizadora.

Para ela, o momento atual pode ser descrito como semiescravidão e caos. “Percebe-se pelos países que já efetivaram a proposta de privatização proposta para o RS, que o benefício só gira em torno dos mais favorecidos economicamente, prejudicando a população. Isso é como retroceder à década de 40, anulando os benefícios até hoje conquistados para o setor educacional”, afirmou Rosseto.

Conforme Cândida, este é o momento de mobilizar e armar a categoria para as lutas do próximo período. “Vamos para a rua devido ao sucateamento da categoria, a esta legislação. A sociedade precisa saber que, em pleno segundo semestre do ano letivo de 2019, os alunos das escolas estaduais ainda não tiveram aulas de algumas disciplinas”, ressaltou.

De acordo com a secretária Geral do CPERS, estão sendo realizados debates nas escolas acerca da questão trabalhista (condições e valorização, cinco anos de endividamento, classe adoecida, salários atrasados com parcelamento, sem concurso público, sem vínculo à escola pela qualidade escolar) da categoria.

“Temos a certeza de que o projeto do Governo Estadual é a continuidade do mesmo projeto de Sartori. Peço que não ataquem a escola, professores e funcionários precisam ser abraçados e acolhidos, não lutamos contra a sociedade, mas a favor dela. Quem deve ser cobrado pelas escolas estarem caindo aos pedaços são os mantenedores delas, as CREs (Coordenadorias Regionais de Educação) e governo, e não os professores”, disse indignada.

A representante do CPERS porto alegrense disse, ainda, que eles fazem a defesa à ameaça, sobrecarga, pressão dolorida, agressão sem estabilidade e medo de demissão que educadores enfrentam há tanto tempo. “Não é favor pagar salário em dia, é direito, é para subsistência, pois vendemos a força do nosso trabalho. Quem defende a escola privada: aqueles que têm condições de colocar o filho numa escola no exterior ou de pagar uma mensalidade de R$3/4 mil/mês”, enalteceu concluindo.


Fotos

Créditos: Caroline Moraes (Cândida)

Irema Lima (Plateia)