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O olhar da solidariedade

Deficientes visuais ganham bike adaptada em Soledade

Por Keilly Camargo

Soledade possui inúmeras características que a define e uma delas é a caridade, tão presente nas ações solidárias que, mais uma vez, agraciou uma entidade, transmitindo, de forma concreta, amor ao próximo e empatia.

Desta vez, o projeto “Bike Acessível”, que consiste no cego ou deficiente visual poder pedalar com segurança, sendo conduzido no meio de transporte adaptado por alguém que enxerga perfeitamente, beneficiou, na tarde de sexta-feira, 16/08, a Associação de Cegos e Deficientes Visuais de Soledade (ACESOL). O projeto é uma parceria da Academia Perfformance juntamente à Maxxi Bike, ambos os estabelecimentos do Município.

Conforme o professor de Educação Física e proprietário da Academia, Alexandre França Vaz, a ação busca trazer acessibilidade para as pessoas da entidade, visto que eles também possuem a grande necessidade de fazer exercícios. “Este projeto existe em todo Brasil e é algo muito grande. Por isso, ele envolve saúde, pois melhora a qualidade de vida, e por eles serem cegos ou possuírem muitas dificuldades com a visão possuem um movimento menor. Além de que muitos não saem de casa e, agora, com essa bicicleta, iremos até suas residências buscá-los para que possam praticar atividades físicas”, afirmou.

“Vamos fazer muitos passeios e atividades, pois isso vai ser mais uma diversão do que um trabalho para todos nós. Para essas pessoas, tudo isso vai ser uma nova experiência, será uma liberdade”, refletiu o professor.

Alexandre acrescentou, também, que ver a alegria das pessoas contempladas é um sentimento inenarrável. “É gratificante e emocionante. Sinto-me comovido por eles e pelo meu trabalho. Além disso, aproximadamente dez pessoas com deficiência visual da ACESOL frequentam a Academia Perfformance, sem custo algum. Projeto, este, que aborda, ainda, outras pessoas com diferentes tipos de deficiências. Tudo isso requer muito esforço, mas o amor ao próximo e a gratidão que sinto fazendo isso é maior que qualquer trabalho”, ponderou.

O proprietário da Maxxi Bike, Antônio Faoro, destacou sobre a importância da inclusão dessas pessoas no esporte e na sociedade. “Se formos analisar bem, eles acabam ficando de lado e limitados nesse assunto. A partir de agora eles estarão praticando mais atividade física, além de liberar a mente, pois, hoje, o Ciclismo aborda muito isso”, disse ele.

“Acredito que o desenvolvimento dos beneficiados, como pessoas, será algo que vai fazer muita diferença na vida de cada um, pois, física e mentalmente, eles terão outra visão e sensação do meio ao seu redor. O Ciclismo, hoje, está trazendo muito os cidadãos com deficiência, já que muitos deles participam de competições e isso é algo muito legal”, opinou Faoro. 


Foto Créditos: Keilly Camargo