Artigo

Afetividade: a relação professor-aluno

- Professora Antonia Elizandra dos Santos

Por Assessoria de Imprensa

Sabe-se que a escola é um lugar de significativas e distintas aprendizagens, onde o professor é peça fundamental neste processo, por isso, o professor deve ter uma atitude calorosa e sincera para com os alunos, favorecendo e estimulando a produtividade dos mesmos. Logo, professor e aluno precisam dialogar para fazer relações, perceber pontos de vistas, e ambos precisam desenvolver a capacidade de ouvir.

A aprendizagem somente ocorre quando há uma interação entre o professor e aluno. Para que isso aconteça se faz necessário que todos realizem reflexões que possibilitem a melhor compreensão do envolvimento emocional da criança no processo ensino-aprendizagem, ou seja, compreender a relação entre a afetividade e construção do conhecimento, visando diminuir seus conflitos.

Piaget (apud LIMA, 1980, p.6), diz que ¨[...] o afeto desempenha um papel essencial no funcionamento da inteligência. A afetividade é uma condição necessária na constituição da inteligência[...]¨. O afeto inclui sentimentos, interesses, desejos, tendências, valores e emoções em geral, e é responsável pela intensificação da atividade intelectual.

A afetividade assim como o conhecimento se constrói através da vivência, sendo também da escola e educador a tarefa de possibilitar ao educando descobrir suas ¨potencialidades¨. As relações que o aluno estabelece com o professor são fundamentais enquanto motivador do conhecimento.

Para Piaget (1980), a vida afetiva e cognitiva são inseparáveis, embora distintas, já que o ato de inteligência pressupõe uma regulação energética interna (interesse, esforço, facilidade, etc.) o interesse e a relação afetiva entre a necessidade e o objeto susceptível de satisfazê-la.

A relação que se estabelece entre o aluno e o conhecimento sobre os conteúdos escolares não é somente cognitiva, mas também afetiva. Isso mostra a importância das práticas pedagógicas desenvolvidas pelo professor, pois as mesmas estarão mediando á relação que se estabelece entre o aluno e os diversos objetos do conhecimento envolvidos. Pode-se assumir, portanto, que o sucesso da aprendizagem dependerá, em grande parte, da qualidade afetiva dessa mediação.

 A afetividade interfere na aquisição de conhecimentos, pois pode ser percebido quando se observa a importância/diferença que faz a criança quando a professora espera na porta da sala de aula e diz a cada um, bom dia, dando-lhe um abraço, um beijo, antes do início das atividades diárias de sala de aula. É muito importante para a criança perceber no professor(a) um amigo(a), já que o laço afetivo é que irá influenciar diretamente na aquisição do conhecimento.

Ensinar é um gesto de amor, de generosidade, humanidade, humildade, portanto, deve ser no afeto que encontramos a solução para combater a insensibilidade, o desrespeito, a falta de solidariedade e a apatia, com que muitas vezes nos deparamos. Ensinar exige comprometimento, pois durante o processo de ensino-aprendizagem trabalha-se com o ser humano, seus sentimentos, sua autoestima e suas limitações.

Diante das constantes mudanças, onde o ¨novo¨ sempre traz expectativas que muitas vezes são obscuras, preocupam e deixam os profissionais perdidos, devemos enfrentar este desafio e vencermos os nossos medos, que não são poucos, a fim de contribuímos para um futuro melhor, onde devemos romper com poucos, a fim contribuirmos para um futuro melhor, onde devemos romper com antigos conceitos, através da crítica, criatividade, afetividade e diálogo, para a construção de novas formas no presente, com vistas ao futuro.