Artigo

Ludicidade como forma de aprendizagem

Por Assessoria de Imprensa

- Professora Helena de Oliveira Broch


Muito se tem debatido sobre lúdico no processo da aprendizagem, existindo até contradições e confusões a respeito do assunto. Diversos autores afirmam que essa é a forma mais concisa e enriquecedora de aprender na infância.

Com isso a ludicidade se torna uma ferramenta importante para o desenvolvimento infantil. Ao brincar a criança cria, recria, inventa, e estimula sua imaginação, seja através de jogos, brinquedos ou brincadeiras.

É nesta fase da vida, a idade das brincadeiras, do descobrimento e do encantamento, por meio delas se satisfaz desejos, curiosidades, anseios e até medos, descobrindo o que há a sua volta e o mundo no qual está inserido. Se desperta os interesses pessoais e a autonomia, aguça o senso crítico e as reflexões.

A ludicidade proporciona uma aprendizagem significativa, onde a criança é sujeita ativa nesse processo, por isso é importante que os educadores reflitam e procurem estratégias de trazer ações planejadas que envolvam o lúdico na sua prática pedagógica.

O brincar é essencial ao físico, emocional e ao cognitivo, pois, a criança desenvolve sua intelectualidade, sua autonomia, sua concentração, sua atenção e a interação com o outro.

A capacidade de brincar possibilita a ela que resolva conflitos que a rodeiam e imitem situações que vivem, seja pelo faz de conta, seja pela elaboração de sua imaginação.

Para os adultos o brincar é apenas uma forma de passar o tempo, já para a criança é uma atividade fundamental para o seu desenvolvimento.

Cabe ressaltar que a educação lúdica também está correlacionada à educação psicomotora, já que a ludicidade envolve o movimento voluntário. De acordo com o Referencial Curricular Nacional de Educação Infantil, o movimento é fundamental para o desenvolvimento infantil.

Pelo movimento a criança é auxiliada a construir sua identidade, conhecer o mundo que a cerca, aprimorar suas habilidades físicas, estimular o seu cognitivo e seu psicológico, aprender a lidar com suas emoções, favorecendo com que a criança se desenvolva de forma integral, conhecendo-se como sujeito atuante no mundo.

Dessa forma a própria educação psicomotora é lúdica no momento em que a criança num “mexer-se” constante busca estratégias de aprendizagem. No próprio brincar, enquanto ela brinca, ela estimula o seu corpo com os movimentos, e suas áreas cerebrais com a interação seja com o objeto seja com o outro.

Essa educação é uma das práticas utilizadas no âmbito escolar onde existe uma aprendizagem com afeto, interação e trocas de forma prazerosa. Brincando a criança interage, sente desejo pelo desconhecido e aprende com o outro, nessa troca surge a afetividade.

Ao poder vivenciar as brincadeiras, os jogos, e os brinquedos as crianças ainda, poderão compreender como parte integrante do meio social da qual faz parte.

Brincar assim é a linguagem singular da criança por meio dela elas se expressam, gesticulam, relacionam-se, vivem, compreendem e aprendem de forma natural e saudável. Daí a necessidade de que os educadores tenham um olhar atento e reflexivo para proporcionar práticas educativas e estratégias que deem conta de auxiliar o desenvolvimento global da criança.

Nesse sentido, são desafios para a prática docente na Educação Infantil a inclusão de atividades que favoreçam a aprendizagem concreta, atividades que incluam o brincar orientado, o brincar livre, os jogos diversificados, a construção de brinquedos recicláveis e as brincadeiras que proporcionam além do seu desenvolvimento cognitivo o seu desenvolvimento psicomotor.