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Corsan e vereadores discutem abastecimento de água em Soledade

Por Informativo Regional

Durante a tarde de segunda-feira, 08 de fevereiro, os vereadores de Soledade estiveram reunidos com a superintendência da Corsan Planalto/RS para tratar acerca de assuntos ligados ao abastecimento de água no município.

O encontro se deu em decorrência de um requerimento enviado pelo vereador Miguel Adones de Campos (MDB), que esteve em contato pedindo alguns esclarecimentos. As principais pautas estão ligadas a investimentos futuros para sanar as necessidades em momentos de estiagem, ausência de captação de água na área urbana e as dificuldades no meio rural.

Na oportunidade, o superintendente da Corsan, Aldomir Santi, destacou que o objetivo do encontro foi de trazer informações e esclarecimento acerca do sistema de água em Soledade, além de planejamentos e projetos para os próximos anos, com o intuito de melhorar e qualificar o sistema de abastecimento do município.

“Recentemente, passamos por um período crítico de estiagem, que castigou os nossos municípios, principalmente, a região do Planalto, onde tivemos que adotar medidas para poder suprir as demandas necessárias. Em Soledade, estamos investindo para melhorar o sistema, fazendo a adutora dentro do Rio Espraiado até a estação de tratamento, no valor de 11 milhões. Estamos, também, planejando a construção do primeiro recalque, que dará uma confiabilidade maior para o abastecimento, pois sabemos que Soledade tem a característica da distância entre a captação, estação de tratamento e a última residência do bairro Ipiranga, assim, cada vez que tem se um problema elétrico ou falta de energia, leva-se um certo tempo para restabelecer o abastecimento e chegar água na casa deste morador”, explicou Santi.

Ele falou também acerca dos impasses perante a energia elétrica permanente e a colocação de geradores. “Cada concessionária fornecedora de energia tem o compromisso com a normalidade dos abastecimentos. Sabemos que poderá faltar em determinados períodos e ocasiões, mas, normalmente, temos que ter energia. Em relação a colocação dos geradores, não é de responsabilidade da Corsan e da concessionária, porque não são equipamentos adequados para o dia a dia, mas sim para o momento em que a RGE fizer um serviço planejado, programado e nos avisar com antecedência. Em algum ponto específico até podemos colocar um gerador para suprir essa demanda, mas não a nível geral”, salientou

Com os investimentos em confiabilidade no sistema, adutora nova e construção de um primeiro recalque, Santi afirma que não será necessário perfurar mais poços. “Talvez seja preciso em algum bairro ou setor para controlar pressão, mas de forma generalizada não. Vamos buscar água do rio Espraiado, que é o nosso manancial e abastece Soledade por muitos anos”, expôs.

Segundo o superintendente, o planejamento da Corsan acompanha o crescimento e desenvolvimento do município. “Estamos trabalhando com a expansão de Soledade, principalmente com a chegada de uma empresa ligada ao ramo de frigoríficos, o que não é muito normal na nossa região. As cidades que instalam indústrias e geram empregos tem um olhar diferenciar da Corsan, que pretende atender a demanda de novos moradores no município”.

Acerca do investimento no novo reservatório no bairro Ipiranga, Santi relata que a Corsan está sofrendo com a ausência de matérias primas neste momento. “A Corsan, quando compra, faz uma licitação e adquire 300 reservatórios. Realmente estamos com uma dificuldade muito grande das empresas entregarem os equipamentos. Neste caso, por falta de matéria prima, assim, dificultando o fornecimento e a construção dos reservatórios”, aduziu Aldomir.

Falando acerca da parte operacional, Rudinei Creacco, coordenador operacional da regional Planalto, explica que o sistema de Soledade é um dos mais complexos que a Corsan tem na região. “Ele trabalha com uma pressão extremamente alta, com uma vasão considerável, de 90 litros por segundo, ou seja, os esforços hidráulicos são muito grandes. Isso tudo tem um impacto na manutenção dos equipamentos, que acabam sofrendo bastante”, destaca.

“Recentemente, saímos de uma sequência de acontecimentos, que causaram grandes transtornos para a comunidade, com restabelecimentos prolongados, desde a estiagem, chuvas em acesso, quebras de equipamentos grandes, problemas de eletricidades, vendavais que interromperam a energia, e tudo isso se somou para um período de bastante dificuldade na continuidade do abastecimento. Quando estávamos conseguindo contornar uma situação, ocorria outra, haja visto que para estabilizar o sistema novamente demora bastante tempo, com reinício de, no mínimo, quatro horas para colocar os equipamentos em funcionamento e normalizado”, reforçou ele.

Diante disto, segundo Creacco, a Corsan entende que o sistema de Soledade precisa ser melhorado e estruturado. “Além da adutora nova, que vai dar uma segurança maior na captação de á, temos previstas as bombas novas para o sistema, que podem garantir um funcionamento durante mais tempo e que não precise arrumar com frequentemente. Os investimentos estão acontecendo e, claro, precisamos de tempo para que as situações estejam finalizadas e com todas as obras concluídas”.

“Além disso, a Corsan tem dado uma grande atenção aos funcionários, tanto para a área de operação quanto manutenção, para que consigamos resolver o mais rápido possível esses problemas que ocorrem no sistema de água, como interrupções e quebras, para reduzir o tempo de restabelecimento”, complementou Rudinei.

Por fim, Creacco afirma que a Corsan tem avançado e investido muito em sistemas de controle e acompanhamento nos abastecimentos, utilizando a tecnologia e conhecimento para ser mais rápido e eficiente.


Fotos: Rodolfo Tatim