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Aulas via rádio geram discordâncias

Fontoura Xavier

Por Informativo Regional

Em todo o país, milhares de crianças e adolescentes estão com as aulas suspensas. Alguns, rapidamente tiveram a sala de aula substituída por ambientes virtuais, outros, receberam orientações desencontradas e ainda estão se ajustando à nova rotina.

Com o intuito de buscar as melhores formas de adaptação frente ao momento, o município de Fontoura Xavier desafiou-se e adotou ao método das aulas complementares via rádio, destinadas para alunos da rede municipal de ensino.

A iniciativa foi colocada em prática nos dias 22 e 23 de abril, através de rádios locais. Durante os dias, professores estiveram prestando explicações acerca dos conteúdos enviados aos alunos, a fim de sanar as dúvidas destes em determinadas atividades.

Márcia dos Santos, mãe de Vinícius dos Santos Slompo, estudante da rede municipal de ensino, se posicionou acerca do método aderido pela Secretaria Municipal de Educação. “Na posição de mãe, observei que essa modalidade de ensino via rádio não é a mais agradável e confortável para o enriquecimento e a exploração da aprendizagem do meu filho, pois o objetivo de levar conhecimento ao educando não foi cumprido, bem como, não ocorreu um prendimento da atenção dele, o qual em um minuto já não se lembrava mais do que a professora tinha mencionado”, relatou ela que também é estudante de Licenciatura em Educação Especial e Especialização em Psicologia Institucional.

Em sua percepção, Marcia afirma que é necessário uma melhor comunicação entre as escolas e a família dos alunos, com a iniciativa de adaptações para o alcance de práticas alcançáveis a serem desenvolvidas pelo educando. “Em relação ao desenvolvimento das aulas via rádio, o exercício da docência realizado pela professora foi amplamente efetivo, pois ela soube desempenhar o seu papel, entretanto, em nenhum momento nem o aluno nem a mãe foram chamados pelos gestores para transmitir as informações específicas para ele, para que pudesse dar continuidade às atividades”, apontou ela.

Para ela, as aulas via rádio não é a maneira mais adequada para a inclusão de todos os alunos, visto que estes deveriam ter direito e acesso à educação. “Essa modalidade não atende a todos os indivíduos, quando é mencionado sobre a inclusão de todos os sujeitos perante o âmbito educacional, levando em consideração que a Educação Especial possui como premissa principal a inclusão e dessa forma não pode ocorrer efetivamente o ato de incluir. É necessário pensar e planejar práticas educativas, formas e maneiras de incluir todos os indivíduos perante o âmbito educacional e social”, finalizou Márcia.


Foto: Divulgação