Série de Reportagens

Motorista, paixão de pai para filho

Especial Dia do Colono e Motorista

Por Keilly Camargo

Durante muitos anos, a profissão de motorista era, na sua maioria, praticamente hereditária. O pai incentivava o filho a seguir os seus passos e transformava a profissão em um símbolo de liberdade.

Casos de motoristas inspirados pelo pai e que hoje se encontram na profissão são muitos e geralmente são profissionais que gostam muito do que fazem. O soledadense Bruno Guerreiro da Silva, 30 anos, é um deles. Ele conta que a paixão por caminhão e pela profissão começou cedo, quando tinha como inspiração o próprio pai.

“Desde pequeno, sempre acompanhei meu pai a dirigir caminhão. Ser motorista está no sangue, pois quando o perdi, acabei tendo que encarar a vida com outros olhos, e o que restou foi assumir a profissão que ele tanto gostava. Hoje, me sinto honrado em ser motorista, porque viver na estrada nos traz muitos ensinamentos, que levaremos para toda a vida”, menciona.

Atualmente, Bruno é motorista concursado da Prefeitura de Soledade, onde atua no SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), além de que já trabalhou na Secretaria Municipal da Saúde. “Antes de concursar, dirigia meu caminhão próprio e de firmas, mas hoje, atuar no Samu só me traz orgulho em fazer o que gosto, além de estar ajudando ao próximo e prestando socorro rápido e seguro à população”, frisa.

Ao falar sobre o trabalho desempenhado durante a pandemia, Bruno afirma que foram muitos momentos difíceis, mas que parar não era uma opção, pois muitas pessoas dependiam de seu trabalho. “Passei por muita insegurança e medo ao deixar minha mãe e minha filha em casa, mas graças a Deus estamos passando por isso e vamos vencer essa pandemia, que vai nos deixar vários ensinamentos e valores, um deles em relação aos motoristas e caminhoneiros, que não pararam e não medem esforços para trazer alimentos atendimentos a todos”, considerou.

Por fim, Bruno pontua que embora os motoristas passem por muitas dificuldades em virtude da falta de valorização e o alto preço de impostos e combustíveis, o amor pela profissão fala mais alto que qualquer adversidade. “Carrego comigo o lema de fazer o bem sem olhar a quem, e isso me dá forças e cada dia mais vontade de continuar trabalhando pelas pessoas”, finalizou.


Fotos: Arquivo Pessoal